06 de Agosto de 2026
Crianças e adolescentes da Compaixão vivem manhã de descobertas na Flipelô

Uma história contada pode despertar a imaginação, provocar perguntas e abrir novas formas de enxergar o mundo. Foi com esse espírito que 28 crianças e adolescentes das Obras Sociais Missionários da Compaixão viveram, na última quinta-feira, 6 de agosto, uma manhã de cultura, literatura e descobertas durante a Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), em Salvador.

A atividade, realizada em parceria com o Instituto Motiva, proporcionou aos participantes uma experiência de aprendizado para além dos espaços onde acontecem, cotidianamente, as atividades da instituição. Com idades entre 10 e 17 anos, eles participam das oficinas de Ballet, Capoeira e Jiu-Jitsu da Compaixão. Entre os 28 participantes, cinco são crianças atípicas, reafirmando o compromisso da instituição com o acolhimento, a inclusão e a participação de todos.

Acompanhado pela professora de Ballet Sirleide Sousa e pelas assistentes sociais Cinara Carvalho e Jamile Veloso, o grupo visitou a Casa Motiva – Vale do Dendê e o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB).

Histórias que atravessam o tempo e despertam a imaginação

Na Casa Motiva, a literatura ganhou voz, expressão e encontro. As crianças e adolescentes participaram de duas contações de histórias que integraram a programação da Flipelô.

Às 9h30, acompanharam “Kuumba conta histórias”, com Mayura Mattos (RS), que apresentou ao grupo a história de Anansi, figura mítica da África Ocidental. Por meio da oralidade e da imaginação, a narrativa aproximou as crianças de referências da cultura africana, transformando aquele momento em uma experiência de descoberta, escuta e valorização da ancestralidade.

Mais tarde, às 11h, foi a vez de “Cadê Tia Sueli?”, apresentada por Bruno Black (RJ), dando continuidade a uma manhã em que as histórias se tornaram caminhos para aprender, imaginar e compartilhar.

O contato com a literatura por meio da contação de histórias ampliou repertórios e criou novas possibilidades de vínculo com a cultura, a memória e as diferentes narrativas que ajudam a formar nossa identidade.

Arte, memória e pertencimento no MUNCAB

O passeio também levou o grupo ao Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB). Por meio de uma visita mediada, as crianças e adolescentes puderam observar diferentes expressões da produção artística afro-brasileira e conhecer obras que dialogam com temas como religiosidade, cotidiano, identidade e memória.

A exposição reúne trabalhos ligados à Escola de Escultores de Cachoeira, à Escola do Pelourinho e à Escola de Artífices da Ladeira da Conceição. Organizada em três núcleos curatoriais — “Restituir Sentidos – Amor, Festa e Devoção”, “Cotidianos” e “Escolas Invisíveis” —, a mostra apresenta esculturas, pinturas e gravuras de artistas como J. Cunha, Babalu, Sol Bahia, Alberto Pitta, Lídia Hora, Eduardo Santos Silva e Mauro di Verde, entre outros nomes ligados à arte produzida na Bahia.

Mais do que observar obras, a experiência permitiu descobrir histórias e ocupar um importante espaço de memória e cultura. Quando crianças e adolescentes conhecem a arte produzida em seu território e encontram nela referências que dialogam com sua história e sua comunidade, fortalecem-se os sentimentos de identidade e pertencimento.

Cuidado que também se faz com cultura

Para as Obras Sociais Missionários da Compaixão, proporcionar experiências como essa também é uma forma de cuidar. Acolher uma criança é compreender que seu desenvolvimento acontece em muitos espaços: na educação, no esporte, na convivência, na arte e no acesso à cultura.

É a humanização transformada em oportunidade. É permitir que crianças e adolescentes conheçam novos lugares, façam perguntas, ampliem seus horizontes e construam, pouco a pouco, mais autonomia para ocupar os diferentes espaços da sociedade.

O passeio cultural durante a Flipelô reafirma, assim, um trabalho que não se limita às oficinas realizadas diariamente. Cada nova experiência contribui para transformar perspectivas, fortalecer vínculos e oferecer às crianças e adolescentes oportunidades de descobrir o mundo e também reconhecer o valor da própria história.

Na mística de servir a Deus através dos pobres, a Compaixão acredita que oferecer acesso à educação e à cultura é também semear esperança, dignidade e possibilidades para o futuro.

Um convite à partilha

Para que mais crianças e adolescentes de São Cristóvão possam viver experiências de educação, esporte, cultura e cidadania, precisamos continuar construindo pontes.

Você também pode fazer parte dessa missão. Apoie as Obras Sociais Missionários da Compaixão e ajude-nos a ampliar oportunidades para nossas crianças e adolescentes. Porque partilhar também é abrir caminhos, fortalecer sonhos e transformar histórias.

A compaixão é a maturidade do amor.

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