O encerramento das aulas trouxe uma pergunta que se repetiu entre os participantes: “Quando teremos novas turmas?”. Mais do que a expectativa por continuar aprendendo, o desejo de voltar revela o vínculo construído ao longo de mais um ciclo do projeto Idoso no Mundo Digital, das Obras Sociais Missionários da Compaixão.
Duas novas turmas concluíram as atividades do projeto em uma solenidade realizada no auditório da Escola Fábio Sandei, em São Cristóvão. O momento reuniu alunos, familiares e a equipe técnica para celebrar não apenas a conclusão de uma etapa, mas as conquistas alcançadas por cada participante ao longo do percurso.
Desenvolvido pelas Obras Sociais Missionários da Compaixão, em parceria com a Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esporte e Lazer (SEMPRE), por meio do Termo de Colaboração nº 03/2025, o Idoso no Mundo Digital promove inclusão digital para pessoas com 60 anos ou mais.
Em fevereiro, o primeiro ciclo formou 28 participantes. Com a conclusão das duas novas turmas, 58 idosos já passaram pelo projeto, entre homens e mulheres que encontraram na tecnologia uma oportunidade para aprender, conquistar mais autonomia e ampliar suas formas de participação na sociedade.
Aprender não tem idade
Para Fábio Diniz, professor das turmas, um dos maiores erros é duvidar da capacidade de uma pessoa idosa de aprender. Durante as atividades, ele acompanhou de perto a dedicação e a vontade dos participantes em descobrir um universo que, para muitos, ainda parecia distante.
A experiência mostrou justamente o contrário: quando existem oportunidade, paciência e acolhimento, aprender algo novo continua sendo possível em qualquer fase da vida. Segundo o professor, a vontade e a dedicação demonstradas pelas turmas foram admiráveis ao longo de todo o processo.
No projeto, a tecnologia é um caminho para algo ainda maior. Cada nova descoberta contribui para que os participantes tenham mais independência no cotidiano, fortaleçam sua autoestima e se sintam pertencentes a uma sociedade cada vez mais conectada.
Uma transformação que também chega às famílias
Os resultados puderam ser percebidos para além da sala de aula. Durante a solenidade, familiares compartilharam a satisfação em acompanhar a evolução dos idosos em casa e as mudanças proporcionadas pelo aprendizado ao longo do projeto.
São conquistas que ajudam a fortalecer a autonomia, a confiança e o vínculo com familiares e com a própria comunidade.
E talvez uma das maiores demonstrações do impacto do projeto tenha surgido justamente quando as atividades estavam chegando ao fim. Muitos participantes começaram a perguntar quando novas turmas seriam abertas e quando poderiam retornar.
O desejo de continuar revela que ali não foi construído apenas um espaço de aprendizagem. Foram criados laços, convivência e pertencimento.
Para as Obras Sociais Missionários da Compaixão, acolher também significa reconhecer as possibilidades presentes em todas as etapas da vida. Com um olhar de humanização, o projeto rompe barreiras, aproxima gerações e ajuda a transformar a relação das pessoas idosas com a tecnologia e consigo mesmas.
É mais um caminho pelo qual a Compaixão concretiza sua mística de servir a Deus através dos pobres, promovendo dignidade, cidadania e esperança.
Um convite à partilha
Cada pessoa que descobre que ainda pode aprender algo novo também nos ensina uma importante lição: oportunidades não devem ter idade.
Você também pode caminhar conosco e ajudar as Obras Sociais Missionários da Compaixão a manter iniciativas que acolhem, promovem autonomia e fortalecem vínculos em nossa comunidade.
Participe, apoie e compartilhe essa missão. Porque a compaixão é a maturidade do amor.
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EEurides Egidia de Souza Agosto 2026Só tenho á agradecer primeiro a Deus e depois ao professor,juntamente com a instituição, por ter me dado essa oportunidade de me ocupar 3 vezes na semana, me ajudando a sair do sedentarismo,revisar no mundo digital ferramentas que já não sábia manusear.Obrigada!
